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Festivais de Teatro alteram a cena cultural da cidade

Postado em 25/11/2013

Por Karina Klippel

Juiz de Fora conta possui dois Festivais de Teatro promovidos pela Prefeitura de Juiz de Fora: o Festival de Cenas Curtas e o Festival Nacional de Teatro de Juiz de Fora. Cada um deles possui uma particularidade. Mas ambos têm a finalidade de promover e difundir a cultura na cidade. Para o público, os dois eventos representam uma oportunidade de conhecer novos trabalhos e especialistas acreditam que cada uma destas iniciativas contribui de uma forma para a classe artística da cidade.

O Festival de Cenas Curtas, por exemplo, está em sua 5ª edição este ano. O evento se encerrou no último sábado, dia 23 e teve quatro cenas premiadas pela Funalfa.  Confira os premiados abaixo, ou clique aqui para outras informações. A última etapa do festival que continua a ser competitivo e exclusivo para os artistas da cidade foi realizada no CCBM – Centro Cultural Bernardo Mascarenhas.

Ao todo, 14 cenas participaram da disputa que teve duas fases: a eliminatória e a final. A primeira fase aconteceu entre os dias 16 e 17 deste mês, e classificou 9 cenas para a última fase, dia 23. Leia matéria de Alessandra Macedo aqui no blog, para saber mais sobre os finalistas!

Leonardo Cunha é ator e professor de teatro e participou de duas cenas premiadas no Festival. Em “Jogando stop com a morte” o artista esteve em cena junto de Elenita de Paula e Marcus Amaral, que têm parceria de palco há mais de 19 anos. Leo se sente honrado em subir ao palco com eles. Já em “Casa dos Espelhos” ele foi o preparador corporal do elenco, e conta o que ambas as premiações representaram para ele. Ouça!

O caráter local do Festival de Cenas Curtas não deixa de lado a polêmica que surgiu durante organizações mais recentes do Festival Nacional de Teatro. Agosto e setembro deste ano, tornaram Juiz de Fora, palco de montagens  de todo o país. No entanto, o formato do Festival foi de uma grande Mostra, pois não teve competição. Sobre este tema, Leo Cunha dá sua opinião em relação à competição do Cenas Curtas.

O diretor do CCBM e um dos organizadores do 5º Festival de Cenas Curtas, Zezinho Mancini, tem opinião diferente. Para ele, o artista precisa do incentivo financeiro, pois sem ele fica difícil de sobreviver de arte. Ouça os argumentos de Zezinho.

Zezinho Mancini - Diretor do CCBM

O CCBM este ano foi o palco do Festival de Cenas Curtas e também foi palco de grande parte da programação do Festival Nacional de Juiz de Fora. Zezinho comenta o que esta movimentação representa para o espaço.

Assim como Zezinho Mancini, a atriz-pesquisadora Cintia Brugiolo, afirma que o Festival de Cenas Curtas representa um espaço para os artistas locais criarem, experimentarem, se arriscarem, se encontrarem, se ajudarem… Essas cenas curtas são o embrião de ideias, linguagens e artistas.” Para exemplificar, ela cita o nome de alguns artistas da cidade, inclusive o atual diretor do CCBM, Zezinho Mancini, que começaram sua carreira no Festival.

 Leia na entrevista completa de Cintia, um panorama sobre o cenário cultural da cidade e uma análise comparativa entre os dois Festivais promovidos pela Prefeitura de Juiz de Fora e pela Funalfa.

O estudante, Ricardo Silva é fã de teatro. Ele mora em Juiz de Fora há três anos e acompanhou de perto os dois Festivais nas edições 2012 e 2013. Aos 21 anos, o rapaz diz ser apaixonado por teatro, mas por enquanto, não pretende se tornar ator. “Gosto de assistir as peças e ser surpreendido por diferentes trabalhos. Confesso que fiquei muito mais interessado nas peças que participaram do Festival Nacional este ano. Da mesma forma, a qualidade das cenas do Festival de Cenas Curtas foi muito maior. Não tenho o conhecimento técnico do assunto, mas fiquei realmente interessado em assistir todas as cenas que participaram da final neste sábado.”

O jovem relembra, que no ano passado o interesse não era o mesmo. “Já na terceira ou quarta cena eu estava cansado. Porque infelizmente tinha muitas peças que não mostravam ter um trabalho de fato por trás. É como brincar de teatro sabe? Este ano, tinha muita coisa legal. Dava pra ver que as pessoas que estavam ali se esforçaram para montar aquela cena. E isso dá gosto de ver!”. O rapaz disse ter adorado o resultado. E espera que nas próximas edições de ambos os Festivais seu grau de interesse cresça cada vez mais.*

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