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Filtros de pesquisa na internet: praticidade ou limitação?

Por Matheus Engenheiro

Uma das características mais marcantes da internet é a personalização do conteúdo. As empresas que marcam presença na web fazem de tudo para nos oferecer um conteúdo que atenda aos nossos interesses e desejos.

O que pode parecer uma boa à primeira vista, pode esconder algumas questões perigosas como ‘será que o filtro não poderia limitar nossa visão’? Essa seleção de conteúdo em sites de pesquisa e redes sociais é chamada de filtro. É sobre esse filtro que a pesquisadora Gihana Fava estuda no mestrado do PPGCOM da UFJF. Confira o vídeo com a entrevista que Gihana concedeu para o JF Hipermídia sobre seu trabalho e os filtros de pesquisa da internet:

Durante a entrevista, Gihana cita Eli Pariser, um ativista digital americano que, em palestra no ano de 2011, alertou sobre os perigos desse filtro, batizando-o de filtro-bolha. A pesquisadora comenta que a tradução do termo para o português feita para livro do ativista que trata o tema, “filtro-transparente”, deixa um pouco a desejar. Ela explica que o termo bolha é interessante por passar a ideia de isolamento.

Na palestra, Eli Pariser conta que não existe um google padrão mais. Tudo depende do dispositivo de onde acessa. Segundo Pariser, o mecanismo analiza 57 sinais que nós mesmos enviamos durante a navegação. Entre eles, o tipo de computador que usamos, o navegador e a localização geográfica. Confira o vídeo com a palestra completa no portal TED – Ideas Worth Spreading.

Teste

Nós, do JF Hipermídia, selecionamos algumas pessoas de interesses e localidades diferentes e pedimos que pesquisassem o termo “comida japonesa” no google. Utilizamos perguntas inspiradas no modelo do vídeo do TED para traçar um mínimo perfil dos participantes do teste. Comparamos os resultados e percebemos algumas diferenças entre os prints (que são imagens capturadas da tela do computador). Confira o resultado das pesquisas e teste você também, comentando e enviando seu resultado.

BRUNO LOPES

Local onde reside: Centro de Juiz de Fora

Profissão: Estudante e freelancer em eventos

Formação: Estudante de Engenharia Mecatrônica

Qual navegador utiliza? Google Chrome

Que dispositivo usou para a pesquisa? Notebook

Para quê utiliza internet? Atividades sociais, principalmente, email, notícias, lazer e algumas vezes, compras.

O que faz para se divertir? Navega na internet, encontra com amigos, vai à festas e bares.

LÍLIAN WERNECK

Local onde reside: Juiz de Fora, bairro Paineiras

Profissão: Diretora de criação e produção

Formação: Mestrado em Comunicação Social

Qual navegador utiliza? Google Chrome

Que dispositivo usou para a pesquisa? Notebook

Para quê utiliza internet? Trabalho, acima de qualquer coisa. Ainda em pesquisas, filmes, redes sociais, compras, conversar.

O que faz para se divertir? Assite à séries de TV, viaja e pratica corridas

MARCELLE MERCADANTE

Local onde reside: Centro de Juiz de Fora

Profissão: Psicóloga

Formação: Pós-graduada em Psicanálise

Qual navegador utiliza? Safari

Que dispositivo usou para a pesquisa? Celular

Para quê utiliza internet? Redes Sociais, pesquisas e download de músicas

O que faz para se divertir? Sai com a família

IGOR LIRA

Local onde reside: Mohyon-myon, Corea do Sul

Profissão: Estudante

Formação: Superior em curso, Economia

Navegador que utiliza: Google Chrome

Que dispositivo usou para a pesquisa?Notebook

Para quê utiliza internet? Redes Sociais, notícias, estudo e trabalho

O que faz para se divertir? Sai com amigos, lê livros e assiste à filmes e séries.

PABLO MONAQUEZI

Print Pablo

Local onde reside: Bairro Jardim Botânico, Rio de Janeiro

Profissão: Assistente de Direção, editor e redator.

Formação: Artes. Cursando Faculdade de Cinema.

Qual navegador utiliza? Safari

Que dispositivo usou para a pesquisa? Computador

Para quê utiliza internet? Notícias,  redes sociais, compras e trabalho

O que faz para se divertir? Viaja, sai par jantar, vai ao teatro e cozinha para amigos.

A pesquisadora Gihana Fava contou que, desde que a palestra do TED sobre o assunto, o Google mudou os algoritmos para que não houvesse muita diferença entre as pesquisas. Isso pode explicar as semelhanças entre os resultados do nosso teste. Dele podemos notar a relevância que a localização do computador tem na pesquisa. Gihama também participou do teste e comentou o seu resultado, que teve uma curiosidade acerca da localização. Confira o vídeo:

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