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Vôlei da ufjf integra o projeto de ensino, pesquisa e extensão

Nathália Corrêa

Postado em 12/11/2013

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O projeto de vôlei da Universidade Federal de Juiz de Fora foi fundado por Maurício Bara, hoje treinador do time, em 2008. Mas foi no ano de 2011 que a equipe ganhou um reconhecimento na mídia nacional após a classificação do time na Super Liga.  Apesar do reconhecimento maior do time masculino, o projeto não perdeu o objetivo principal voltado para o ensino, pesquisa e extensão. O supervisor da equipe, Heglison Custódio Toledo afirma estar bastante satisfeito com a produção que vem sendo feita no projeto. Ele conta que estão sendo desenvolvidas várias pesquisas, alguns trabalhos de doutorado e mestrado e também trabalhos de conclusão de curso. Toledo diz que a equipe tem uma meta em comum que é classificar o time entre os oito primeiros da Super Liga de Vôlei para disputar o Playoff. No áudio abaixo, Toledo explica a trajetória do time para atingir essa meta.

O projeto de vôlei tem alguns desdobramentos, além do time. Um curso de capacitação vai começar a ser ministrado essa semana com o intuito de aprimorar o conhecimento dos profissionais e estudantes para a modalidade do voleibol. Assim, eles dão conhecimento e geram conhecimento e informações que são específicas do voleibol. O curso que já acontece há dois anos, terá quatro módulos e vai tratar de todas as variáveis presentes no vôlei. O outro desdobramento do projeto é a participação das escolas. O projeto não se restringe à universidade. Ele é aberto a toda comunidade. Portanto, há uma parceria que está sendo feita com algumas escolas para que a equipe visite os alunos nas escolas e eles também possam ir à universidade para conhecer a equipe de vôlei. Toledo diz que com essa abertura eles buscam aperfeiçoar o voleibol, instigar o interesse das crianças e aumentar o desempenho dos profissionais nos estudos e na participação no vôlei.

A cidade de Juiz de Fora já revelou alguns dos grandes nomes do voleibol, futsal, handebol e basquete. E Toledo acredita nessa tradição da cidade. “Juiz de Fora é uma cidade que tem essa prerrogativa de formação de atletas. A gente tem atletas como o artworks-000052110500-m9uehg-t500x500Giovani e a Márcia Fu que atingiram um padrão muito alto. Para esse período que a gente está passando, o voleibol de fato é o que tem maior solidez do ponto de vista de formação, e obviamente, de lançar atletas. Mas, ainda é um projeto tímido, do ponto de vista local, porque ele está envolvido com a pesquisa, ensino e extensão. Para que ele se amplie e torne um projeto que seja formador, a gente necessita de uma política com o poder público e empresas para que a gente de fato possa ser um celeiro de formação e revelação de atletas.

O treinador do time, Maurício Bara, acredita que Juiz de Fora pode formar mais atletas. “Juiz de Fora formou muito, mas não formou equipes grandes. É um fenômeno. Formou grandes atletas, com grandes nomes nos 70 e 80, mas depois ficou uma lacuna muito grande de trinta anos. Nós estamos tentando apagar essa lacuna”, afirma. No áudio a seguir, Bara explica como a equipe trabalha para formar grandes atletas.

Investimentos no time de vôlei

A equipe de vôlei possui um investimento da própria universidade e conta com algumas empresas parceiras. O treinador Maurício Bara diz que o investimento da universidade esse ano foi o mesmo dos anos anteriores. Ele conta que a mudança foi na escolha dos jogadores, que esse ano eles tiveram a oportunidade de escolher, devido a maior credibilidade que ganharam no voleibol. “Antes a gente tinha que convencer os jogadores de vir pra cá e hoje o próprio jogador está querendo vir. Como a gente tem mantido o mesmo padrão e aumentando a tendência de melhorar o nosso nível, a gente quer cada vez mais crescer tecnicamente nas competições que a gente disputa”, revela Bara.

O supervisor da equipe, Toledo conta que o time tem a parceria de algumas empresas como o hotel Victory Suites, que sede algumas hospedagens para os atletas que são de fora; a Unimed que cede equipe médica e ambulância para os jogos que acontecem no ginásio da Faefid, e alguns apoios como o da In Natura, que fornece água para treinamento e a clínica Ortra que fornece médico para equipe. Ele diz que esses parceiros ajudam a desenvolver o projeto.

Toledo explica que não há nenhum convênio com a prefeitura para investimentos. Ele fala que a universidade cumpre o seu papel. “O papel da universidade é ensino, pesquisa e extensão. Com esse projeto, Ufjf vai onde tem o seu objetivo. Só que o projeto tomou uma envergadura muito maior que propriamente ensino, pesquisa e extensão. No nosso entendimento, agora cabe ao poder público, de um modo geral, assim como empresas privadas, dar esse apoio para que o projeto tome uma envergadura ainda maior e que possa de fato brigar por posições ainda maiores no cenário nacional”, afirma.

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