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De malas prontas

Crescimento profissional é o principal motivador para alunos que decidem fazer intercâmbio em outros países

Postado em 18/06/2014

por Jéssica Dias

Cursar parte da graduação no exterior, vivenciar a língua e a cultura de outro país e ainda voltar com a bagagem recheada de histórias e vivências pessoais e compartilhadas, estão entre os muitos benefícios de alunos da graduação que escolhem participar de programas de intercâmbio. Já foi o tempo em que aprender novos conteúdos, novas formas de pensar sua área de estudos e ter contato com professores e pesquisadores de referência internacional antes mesmo de concluir o curso superior, era o foco central dos estudantes. Hoje em dia eles buscam crescer profissionalmente, e até mesmo fazer trabalhos sociais. Este é o caso da aluna Luana Alencar. “Vou para um projeto que se chama ‘Impacta Hoy’. Irei dar aulas para adolescentes acerca de problemas sociais como drogas e bullying”. Ela acredita que essa iniciativa muda a vida de muitos jovens. “Muitos deles nunca tiveram contato com outra cultura e sequer viram um estrangeiro. Será uma forma de troca cultural muito bacana, além de poder ensinar o que sei e mostrar um pouco de nosso país” declara. A estudante que no mês de julho embarca para Lima, no Peru, é membro da AIESEC, uma organização sem fins lucrativos gerida por jovens, que desenvolve liderança responsável e empreendedora por meio de intercâmbios realizados em parceria com organizações, instituições e negócios ao redor do mundo, em mais de 120 países onde está presente.

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Richard conheceu vários países durante intercâmbio

Há aquelas pessoas que após um intercâmbio, decidem mudar radicalmente a área que originalmente desejavam atuar. O aluno de relações internacionais Richard Eustáquio, participou do programa Ciencia sem Fronteiras no ano de 2013. Quando participou do intercâmbio, era aluno de engenharia de produção. “Depois de viver uma vida mergulhada em uma outra cultura, outra língua, outros costumes, mesmo que por tão pouco tempo, decidi que queria continuar fazendo isso! Aprender outras línguas e conhecer tantos países em um curto período de seis meses, mexeu comigo de maneira que eu não sei explicar!” afirma. A UFJF também tem seu programa de intercâmbio. Todos os anos, alunos selecionados para o PII GRAD viajam para estudar um ou dois semestres em universidades conveniadas  no exterior.Leonardo é bolsista do PII GRAD. Leonardo foi um dos contemplados pela bolsa e não vê a hora do tempo passar para fazer embarque com destino a Corvilhã, em Portugal.“Estou muito ansioso, esperando que setembro chegue logo, mergulhando de cabeça e sei que vai ser uma experiência e tanto!”.Ele conta que seu interesse, também, é no seu crescimento profissional. “ Acredito que um intercambio conta muito para um currículo, e a universidade que estou indo tem os melhores professores na área que quero me especializar, então isso vai agregar muito conhecimento pra mim”.

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A ansiedade de Leonardo é compartilhada nas redes sociais

Quem também viajou através do PII GRAD, mas para um pais com a língua bem diferente da sua terra natal, foi Letícia Vitral. “A experiência de viver um intercâmbio foi algo muito especial na minha vida. Morei um ano na cidade de Siegen, Alemanha, frequentando o curso de Artes Visuais e História da Arte na Universität Siegen” declara. Letícia conta que vários projetos apoiavam sua permanência na cidade. “A Universität Siegen é uma universidade com uma porcentagem alta de estudantes estrangeiros, cheia de programas e facilidades para nós. Lá que cursei 4 matérias de Alemão para Estrangeiros em diversos níveis. O Escritório Internacional também presta apoio aos estudantes estrangeiros de diversas maneiras: com visitas guiadas à universidade antes das aulas começarem; palestras sobre o funcionamento da universidade; passeios com guia turístico na cidade e região”. Em meio a saudade da família e amigos, ela conta de que mais sentiu falta. “Além de aguentar um inverno rigoroso, com temperaturas em torno dos -10ºC, com pouca neve e muita chuva, o único problema que tive lá foi com a comida. Não se encontra muita coisa com as quais estamos acostumados aqui, como feijão, carne de boi e frutas tropicais. Além disso, algumas coisas podem ser bem caras, por exemplo, a carne, que dependendo, 1kg pode custar mais de 80 reais!”.  Apesar das dificuldades enfrentadas, ela relata o que realmente valeu a pena. “o maior ganho que trago comigo  foi a possibilidade de enxergar o Brasil com outros olhos, fazendo com que a admiração por nossa cultura e pelos pequenos detalhes da nossa vida aqui, crescessem e se tornassem algo muito forte! Ah, como senti saudades desse Brasil!”.

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Após intercâmbio, Letícia passou a valorizar ainda mais seu país

Ouça a entrevista completa com Leonardo Alves

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