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Preço pago pela educação dos filhos vai além do orçamento familiar?

Postada em 07/04/2014 por Rafaela Carvalho

Mensalidade da escola, curso de Inglês, natação… Os gastos com filhos não consistem em apenas colocar a criança na escola e pagar por um bom plano de saúde: na ponta do lápis, o dinheiro gasto para educar um filho vai além, principalmente se a mensalidade de uma escola particular estiver no orçamento.

Muitos pais acabam por colocar os filhos em escolas da rede privada por inúmeros motivos. Aqueles que têm condições, geralmente preferem pagar pela escola dos filhos por acreditarem em melhores serviços e mais tranquilidade na educação das crianças.

Mas a tranquilidade pode sair bem mais cara. Em Minas Gerais, o reajuste do preço das mensalidades de escolas particulares em 2014 foi estimado entre 6 e 12%, segundo anúncio do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais feito em 01º de outubro de 2013. O índice de reajuste anunciado foi muito maior que a inflação, que fechou o ano de 2013 com 5,91%.

Fora o aumento do gasto com mensalidades escolares, os pais ainda arcam com outras despesas que consideram complementares para a educação dos filhos, mas que podem sair ainda mais caras. O ensino de Inglês e a prática de atividades físicas, geralmente, são oferecidos pelas escolas, mas muitos pais enxergam a necessidade de matricular as crianças em cursos de Inglês, por exemplo, por acreditarem que o que é ensinado na escola não é suficiente para a formação do filho.

Para Geraldo Gomes, que tem uma filha na Universidade Federal e a outra em idade escolar, é um sacrifício que deve ser feito. Ele acredita que o preço pago pelas mensalidades escolares em Juiz de Fora não está muito mais caro do que outras despesas. Mesmo sendo uma cidade de médio porte, o valor pago é menor que em grandes centros, mas continua sendo alto em relação à famílias que não têm custo com escola. “A escola pública não oferece as mesmas condições de uma escola particular. Bons colégios e cursos de Inglês, por exemplo, são privilégios de uma classe determinada. É um sacrifício que tem que ser feito, não é todo mundo que tem como pagar.”

A professora da Faculdade de Comunicação Social da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Márcia Falabella, acredita que são os gastos extras para complementação do que deveria ser oferecido com excelência na escola que encarecem o preço da educação no país. “Não é só a mensalidade que você paga. Você tem o material, custos com festinhas de aniversário nas escolas, passeios promovidos pela instituição… São muitos gastos paralelos que você passa a ter.”

Apesar das tentativas de melhorar a qualidade do ensino no Brasil, a rede pública não tem credibilidade e ainda é composta por crianças que não têm condições de pagar pelo ensino privado. Para a professora, a preferência pelo ensino privado é reflexo da má qualidade da educação pública no país. “Hoje você tem um ensino público péssimo, e essa falta de qualidade tá caindo com o ensino particular, e as pessoas estão investindo em cima disso.”

Crianças entram cada vez mais cedo na escola

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2012, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, as crianças brasileiras estão entrando cada vez mais cedo na escola. Em 2012, 92% das crianças entre cinco e seis anos já estavam na escola, sendo que em 2002, apenas 77,2% das crianças na mesma taxa eram matriculadas em alguma instituição de ensino.

A pesquisa mostra dados que podem acabar contribuindo para o maior gasto com educação dos filhos atualmente. Seja por necessidade ou por opção, colocar um filho menos de cinco anos na escola pode fazer com que os pais escolham uma creche ou escola particular.

Letícia Mazima Lopes é mãe do Henrique, de dois anos, e colocou o filho na escola quando ele tinha apenas um ano e nove meses. “Coloquei meu filho na escolinha cedo por opção. Acredito que quanto mais cedo a criança for pra escola, ela vai socializar mais facilmente com outras crianças e se desenvolver melhor.”

Com relação ao preço, Letícia acha que paga por um preço justo. “A responsabilidade de cuidar de uma criança é muito grande. Apesar de ainda ter outros gastos com material, por exemplo, não acho que pago caro. Prefiro pagar e saber que meu filho está sendo bem cuidado.”

Assista o vídeo com a opinião da professor Márcia Falabella sobre a educação em Juiz de Fora.

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