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Alunos protestam contra falhas no Ciência sem Fronteiras

Por Polyana  Castro

Publicada em: 16/04/2014

 

O Ciência Sem Fronteiras, programa do governo que promove intercâmbio e mobilidade internacional, tem o intuito de promover a expansão da tecnologia brasileira. O projeto já enviou cerca de 12.000 alunos para diversos países do mundo, mas os alunos queixam de falhas na organização.

O Ciência sem Fronteiras já enviou Cerca de 12.000 alunos para o estágio no exterior

O Ciência sem Fronteiras já enviou cerca de 12.000 alunos para o estágio no exterior

No ano passado o edital com vagas abertas para Portugal, teve grande procura, pois a maioria dos estudantes não tinha domínio de outra língua. Sendo assim, o programa realocou os alunos para outros países, com a proposta de estudar outro idioma e exercer o estágio, como já é recomendado em todos os editais.

A nova proposta tinha os seguintes termos, os estudantes deveriam cursar quatro meses de inglês e após este período  iriam fazer o International English Language Testing System (IELTS), teste de proficiência da língua, para saber em qual nível estavam. Os que alcançasse a nota exigida iriam para o estágio, os que não alcançasse teriam direito a mais quatro meses de aulas. Ao final desse período de estudos, os alunos iriam fazer novamente o teste, e quem mesmo com esta nova chance não conseguisse a proficiência, voltaria para o Brasil.

A data prevista para o primeiro exame seria entre os meses de novembro e dezembro e o segundo aconteceria entre março e abril deste ano. Mas não foi o que aconteceu, estes alunos fizeram apenas um teste no dia 1º de fevereiro, e a mudança foi avisada apenas duas semanas antes da data, além disso, tiveram que viajar para outra cidade para realizar a prova.

Após o resultado dos pontos obtidos no IELTS, os estudantes receberam um e-mail, pelo sistema linha direta, que é responsável pela comunicação entre o órgão e os alunos. Neste, foram avisados que não haviam atingido a nota necessária e por isso teriam que voltar para o Brasil quando terminassem o curso, no final de abril.

Aline Salzer é estudante da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e foi selecionada para estudar na cidade de London no Canadá, ela diz que não houve critério para a decisão de quais alunos teriam que retornar. “Não conseguimos definir o critério que usaram para mandar de volta os alunos, existem alunos que não alcançaram a nota e vão ficar e alunos bons partindo.” Aline explica a situação dos alunos.

Aline fala de como se sente desde que ficou sabendo da notícia: “A decepção é tão grande que não dá mais vontade de frequentar as aulas do curso de inglês, muitos alunos já não vão mais o curso e estão com vergonha de contar aos pais que terão que voltar, não porque não conseguiram a nota e sim pela falta de organização.” Ouça Aline.

Os alunos também queixam de prejuízos que tiveram com essa notícia imprevista, muito deles fizeram contrato de aluguel e com empresa de telefonia e tão tendo que interromper, com isso arcam com pagamento de multas. “Mas os maiores prejuízos estão sendo o psicológico, o físico e a perda do semestre, vamos chegar ao Brasil, no meio do período e não vamos conseguir mais acompanhar, vamos atrasar ainda mais nosso curso.” Afirma Aline.

imagemOs alunos que se encontram no Canadá reuniram na última quinta-feira, dia 10, em frente à prefeitura de Toronto, eles protestaram contra a decisão do governo. Assista a reportagem do Globo News com depoimento de outros alunos.

A Secretaria de Relações Internacionais  (SRI) da UFJF foi procurada e disse que está aguardando o posicionamento oficial da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), para que possa tomar as providências necessárias. Atualmente a UFJF possui 26 alunos contemplados pelas bolsas no Canadá, e 411 bolsas no total.

5 Comentários
  1. Pula Fora permalink

    Gente! Estes alunos ficaram 7 meses no Canadá e Austrália, em imersão total no idioma e cultura, com o Estado pagando tudo , para eles apenas estudarem. Eles fizeram o que nesses 7 meses antes da prova? E daí que o governo adiantou em um mês a prova??? eles já estavam lá há 7 meses. Por que não estudara? Por que não entraram na Internet e fizeram algum simulado da prova? Oi???? Acorda!! Quem está pagando para eles passearem é você que está lendo, seu imposto!

  2. Pula Fora permalink

    Essa Aline, está agitando o quê? Ela teve 7 meses para estudar e não estudou. Agora quer empurrar as dívidas que fez para os trouxas dos trabalhadores do Brasil pagarem sua quebra de contrato de aluguel.

  3. Saifora permalink

    A propria lider do movimento visitou mais de 20 lugares diferente em seus 7 meses..

  4. Imilze permalink

    contrato é contrato.

  5. Jennyfer N. da silva permalink

    Acho muito errado o Pais mandar alunos despreparados [ em termo de não saber falar outras linguás ] ate por que se eles vão para o exterior tem que saber como se comunicar lá , e os alunos tiveram 7 meses para se preparar e aprender o que tinha a ver a prova ser adiada ou não ??? …eles tinham que estar preparados !! esses 7 meses servirão de que ? !!
    Mas a culpa não é apenas dos Alunos ,mas também do governo que tinha que preparar e avaliar os alunos antes, Alguns alunos que voltarão tiveram bastante prejuízo, e aposto que alguns que voltarão tinham uma grande chance lá forra e não tiveram essa oportunidade por falta de preparo !! Pra chegar lá forra bem tem que começar o preparo em sua “casa”..o governo tem que ajudar os alunos que realmente quer e não beneficiar aqueles que vemos que não estar nem ai !! Devem avalia e selecionar o alunos melhor.

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