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Completa um ano o fechamento da escola Central: As obras ainda não saíram do papel

Por Matheus Furlani

Publicado dia 28/04/2014

 

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Ao andar pela avenida Rio Branco, na esquina com a rua Braz Bernardino é possível encontrar, entre as janelas quebradas e paredes pichadas as faixas cobrando a reforma do edifício e outra condenando: Luto pela educação. As mensagens que chamavam a atenção de quase todos que passavam pela avenida Rio Branco são marcas de uma manifestação que aconteceu no local na última quinta-feira, organizada pelo grêmio estudantil e que contou com apoio do corpo docente e de funcionários da escola. A escola atende cerca de 1700 alunos em 22 salas de aula em um prédio alugado onde funcionava uma faculdade particular na Rua Santo Antônio.

Segundo a funcionária Mírian Apolônio, que trabalha na escola Delfim Moreira há 7 anos (Grupo Central) a atual estrutura atual também é muito precária. “Aqui está pior do que lá. Temos muitos problemas com o mofo. A infraestrutura é muito precária , faltam cadeiras e mesas para professores. Não temos um pátio ou uma quadra para fazer educação física, as aulas estão tendo que ser dentro de sala mesmo”, comenta.

Segundo a estudante do segundo ano do ensino médio e membro do grêmio estudantil, Vanessa Fávero os estudantes sofrem com as salas que são insalubres e pouco arejadas, péssimas condições dos banheiros, e a falta de profissionais na escola “devido a uma redução do quadro de funcionários e uma crescente burocratização na liberação de novas turmas e contratação de mais professores”. A estudante conta um pouco sobre como estava a estrutura do antigo prédio quando eles saíram de lá. Veja a entrevista completa abaixo.

O Governo do Estado, através da Secretaria de Educação do Estado (SEE) são os órgãos competentes pela obra e pelo atual aluguel do outro prédio, que custa 35 mil reais mensais em um contrato estipulado para os próximos cinco anos. Ao longo deste primeiro ano, foram pagos cerca de 420 mil reais em aluguéis. O que os manifestantes questionavam era o fato de que o governo do Estado tenha essa quantia para custear o aluguel, mas não consiga dispor do valor parecido para restaurar o patrimônio histórico da cidade.

O prédio já é centenário e tem uma parte de sua estrutura tombada pelo decreto 2864 de 1983 que determina a preservação da fachada original voltada para a avenida Rio Branco, ou seja, grades, janelas, portões e revestimentos devem permanecer na forma original. Além disso, o espaço, que tem 26 salas de aula, deve preservar a mesma volumetria que implica em ocupar o mesmo espaço determinado pela edificação original.

Segundo nota divulgada pela SEE, as obras de reforma estão na fase de elaboração do projeto, o que já onera o Estado em 250 mil reais. Trata-se de um projeto mais complexo pois além da reforma, deve haver um trabalho de restauração da estrutura que é tombada. A expectativa é que o projeto finalizado seja apresentado em junho.

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