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Terceira idade aposta em vida ativa

Lívia Saenz

Postado em 23/06/2014

Atualizado 24/06/2014

Segundo dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), do IBGE, a população idosa integra o grupo que apresenta as taxas mais aceleradas de inclusão digital do país. E essa é apenas uma amostra do aumento no interesse de uma vida mais ativa que a terceira idade vem demonstrando com o passar dos anos.

E Juiz de Fora não é exceção a esse crescimento. Diversos projetos possibilitam que os mais velhos continuem se exercitando, participando de discussões, aprendendo novas habilidades, como informática e economia doméstica e estimulando o convívio social.

E o que faz a “melhor idade”?

coordenadora da FaMIdade (Foto: Lívia Saenz)

Ana Paula Vasconcelos, coordenadora da FaMIdade (Foto: Lívia Saenz)

Um exemplo desses projetos é a FaMIdade – Faculdade Aberta “A Melhor Idade”, um programa destinado ao público acima de 55 anos que utiliza a infraestrutura da Faculdade Metodista Granbery, com atividades em salas de aula, laboratórios e centro de esportes.

O curso funciona duas vezes por semana, com um total de 400 pessoas matriculadas divididas em oito turmas. “Nós temos diversas atividades teóricas como atualidades, inclusão digital, línguas, outros conhecimentos ligados a memória, a parte de psicologia, sobre o envelhecimento. Além também das atividades práticas como hidroginástica, pilates, musculação, ginastica, jogos de inverno, caminhada orientada”, explica a coordenadora do projeto Prof.ª Ana Paula Vasconcelos.

Os alunos da FaMIdade durante a aula teórica. (Foto: Lívia Saenz)

Os alunos da FaMIdade durante a aula prática. (Foto: Lívia Saenz)

Essas atividades muitas vezes fazem a diferença na vida de quem participa. “Se eu fico em casa eu não consigo fazerum exercício, nem para a memória, nem para o meu corpo. Tem hora que eu até me surpreendo nos exercícios que a gente faz durante o curso, consigo fazer coisas que eu achava que não ia conseguir” comenta a estudante Nadir Knupp Caldas.

É sempre importante cuidar da saúde, principalmente na terceira idade, mas esse não é o único foco da FaMIdade. “Essas pessoas estão buscando se atualizar, buscando sair de casa para outras atividades que não as domésticas ou cuidar de filhos. Então nós procuramos oferecer além de uma proposta de vida saudável, trabalhar na auto estima, o convívio, a organização do grupo social”, conta a coordenadora Ana Paula Vasconcelos.

Exercitando a mente

fundadora do CAC (Foto: Lívia Saenz)

Maria Elisa Nardelli, fundadora do CAC (Foto: Lívia Saenz)

Os debates e palestras são a aposta de outro grupo voltado pela terceira idade em Juiz de Fora, o CAC – Centro de Ação Cultural.

O centro começou como um pequeno grupo de leitura a 33 anos e hoje conta com mais de 100 participantes, em sua grande maioria mulheres.  “Os temas abordados nas palestras são os mais variados: sociologia, psicologia, religião. Normalmente ministrados por professores universitários” explica uma das criadoras do centro, Maria Elisa Nardelli.

A participação nesse tipo de atividade acaba sendo majoritariamente de mulheres, e é o que acontece tanto na FaMIdade, quanto no CAC. “Hoje somos só mulheres. Não é proibido homens, rarissimamente nós tivemos um ou dois colegas, mas depois eles acabaram parando de vir”, comenta Maria Elisa Nardelli.

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