Skip to content

O verão e suas doenças

A chegada do verão e das férias também é chegada de ter cuidados com o corpo, o costume de se cuidar nessa época do ano deve ser tão essencial quanto no inverno. As doenças do verão como alergias, conjuntivite, insolação e desidratação são as mais comuns. Veja agora as orientações para evitar essas entre outras doenças.

Doença

O que é?

Por que é comum no verão?

Como evitar?

Desidratação

A pessoa ingere menos líquido do que o corpo perde. Começa com sintomas leves, como mal estar e dor de cabeça, mas nos casos mais graves pode até matar por insuficiência renal.

No calor, suamos mais, é um mecanismo do corpo para manter a temperatura ideal.

Beber bastante líquido. No mínimo dois litros de água é o consumo ideal para os adultos. Sucos e chás também podem ser ingeridos. Refrigerantes não são muito indicados, porque o líquido não é tão bem absorvido. A cerveja também não é, pois o álcool possui efeito diurético e a pessoa perde água pela urina.

Insolação

É a exposição exagerada ao sol, especialmente nos horários mais quentes — entre 10h e 16h, no horário de verão. Pode causar queimaduras na pele e desidratação, pelo excesso de suor. Em casos mais graves, a temperatura muito alta prejudica o funcionamento do organismo.

As pessoas tendem a passar mais tempo expostas ao sol e a temperatura aumenta a quantidade de suor.

Além de se hidratar, é importante evitar a exposição ao sol nos horários mais quentes e usar roupas leves.

Brotoeja

São pequenas bolhas que surgem na pele, porque os orifícios das glândulas que produzem suor ficam obstruídas. É mais comum em crianças, na região do pescoço e das axilas.

Além do suor, as células mortas da pele, que causam a obstrução das glândulas em alguns casos, também aumentam no calor.

Usar tecidos leves e roupas largas, manter a higiene da pele e não exagerar nos óleos. Passar protetor solar para ir à praia ou à piscina é importante, mas não é preciso besuntar as crianças de cremes o tempo todo.

Micoses

São fungos que proliferam na pele, principalmente na virilha e entre os dedos do pé. Causam irritação e coceira. Dependendo da ferida, pode provocar uma infecção.

Ambientes quentes e úmidos são ideais para os fungos. Podem ser transmitidos pela areia ou pelo piso em torno da piscina, mas o cloro na água impede que o fungo passe de pessoa para pessoa.

Secar bem o corpo depois de sair do banho, principalmente a virilha e os pés. Para as mulheres, uma dica é secar o cabelo a frio, para evitar micose no couro cabeludo.

Bicho geográfico

É um protozoário que penetra na pele e se alimenta de camadas internas. Causa dor e coceira.

É comum em cães e gatos e pode ser transmitido para humanos quando pisamos nas fezes dos animais ou perto delas.

Proibir a entrada de animais na praia. As fezes infectam um raio de dois metros na areia e dez metros na água.

Otite

É uma inflamação do ouvido, geralmente da parte mais externa, o duto auditivo. A água que entra no ouvido provoca irritação e pode conter também fungos e bactérias infectantes

Como as pessoas nadam mais, aumenta a probabilidade de que entre água, contaminada ou não, no ouvido.

Se entra água no ouvido, é preciso tirar logo. Cotonetes são recomendados para secar o ouvido. Álcool não é recomendado, pois irrita a região. Usar bolinhas de silicone no ouvido durante o banho de piscina ou de mar evita que entre água.

Conjuntivite

É uma inflamação na conjuntiva — a membrana que reveste os olhos.

Pode ser uma irritação causada pelo sal do mar ou pelo cloro da piscina. Também pode ser transmitida por bactérias na água. Existe também a conjuntivite viral, que é comum o ano inteiro.

Usar óculos de natação e lavar os olhos depois de nadar são dicas úteis. Também é preciso evitar contato com pessoas já infectadas.

Dengue

É uma febre causada por um vírus que provoca, entre outros síntomas, náusea, vômito e cansaço. Em sua forma mais grave, a dengue hemorrágica, pode levar à morte.

O mosquito que transmite o vírus precisa de água parada para se reproduzir. No verão, as chuvas aumentam o número de criadouros.

A maneira mais eficaz de prevenir a dengue é impedir a reprodução do mosquito, eliminando recipientes que acumulem água.

Hepatite A

É uma inflamação no fígado, provocada por um vírus. Das três formas da hepatite, essa é a que menos mata, mas também deixa sequelas no órgão.

O vírus pode ser transmitido pela água ou até pelos alimentos, em lugares com saneamento básico ruim — como algumas cidades de praia. Não é propriamente uma doença sazonal, mas esses fatores aumentam o risco de transmissão no verão.

Existe uma vacina que pode ser tomada a partir de um ano de idade, mas ela não é oferecida pela rede pública. Além disso, a água consumida deve ser clorada ou fervida, os alimentos devem ser cozidos e é preciso lavar bem as mãos antes das refeições. Essas medidas, aliás, previnem também contra infecções intestinais.

Veneno de animais venenosos

Pessoas são expostas pelas picadas de cobras e ferroadas de escorpiões, por exemplo.

No inverno, as cobras procuram abrigos contra o frio; quanto volta o calor, elas ficam mais ativas. No caso dos escorpiões, seus esconderijos ficam alagados e eles tendem a sair; além disso, é a época de reprodução dos insetos, que servem de alimento para os escorpiões.

Andar sempre calçado previne contra as picadas. Em caso de mordida de cobra, apenas lave com água e sabão e busque auxílio médico imediato. Quanto à ferroada do escorpião, a primeira medida é colocar uma compressa de água morna antes de procurar um profissional de saúde.

Para a médica Ana Paula Carvalho, é essencial se prevenir, e quando o paciente não faz isso, é necessário procurar um médico. “É importante não deixar o seu quadro piorar, dependendo do quadro clinico o paciente terá mais trabalho no seu tratamento”.

Foi o caso do aposentado José Fernando Silva, que adquiriu Dengue pela segunda vez. “A dengue é complicada, por mais que você tome cuidado em sua casa, está sujeito a ser picado em outros locais, e muitas vezes pode ser picado até dentro de casa por falta de cuidado dos vizinhos”. Segundo ele, o tratamento é bem cansativo e as dores incomodam bastante, “é uma doença que pode não parecer tão fatal como um infarto, mas que pode te matar se você não cuidar.”

Outra problema no verão são as queimaduras, a assistente social Talyta Sousa, que costuma viajar durante as férias de fim de ano, já sofreu com esse mal.

audio da talyta

1503412_606653766073771_1543514738_n

Talyta (à esquerda) evita ficar muito tempo ao sol, bebe muito líquido e utiliza protetor solar indicado para o seu tipo de pele.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: