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Tirar carteira de habilitação fica mais caro com a obrigatoriedade do uso de simulador

Autoescolas são obrigadas a comprar simulador, preço médio do equipamento é de R$40 mil

Gisele Rocha

Tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) começou a pesar mais no bolso dos brasileiros. Isso porque, além das correções de taxas que acontecem em janeiro, as autoescolas precisarão adquirir simuladores de direção, equipamento de alto custo que passou a ser obrigatório a partir do primeiro dia do ano.

Antes da mudança, os interessados em tirar a CNH pagavam, em média, R$ 1,3 mil. Com as modificações na lei, a previsão é de que esse preço suba para R$ 1.450, um aumento superior a 15%. As atividades no simulador não diminuem o número mínimo de aulas práticas exigidas, que são 20 de 50 minutos cada uma. As lições virtuais, no entanto, não terão caráter eliminatório e deverão ser feitas obrigatoriamente antes das aulas de rua.

A finalidade do simulador é reduzir o problema da falta de prática dos novos motoristas, principalmente em dirigir fora do perímetro urbano e em situações adversas. A ideia é que o treinamento em ambiente virtual controlado fora das vias públicas garanta a integridade física tanto do condutor quanto do instrutor e dos pedestres. Entenda melhor como o simulador funciona clicando aqui.

Somente quatro empresas em todo o país estão aptas a fornecer o simulador, que custa em média R$40 mil e tem custo de manutenção mensal variando entre R$800 e R$1,5 mil. Com a sobrecarga, elas não conseguiram atender toda a demanda, o que faz com que muitos Centros de Formação de Condutores (CFC) ainda estejam aguardando a chegada dos equipamentos.

A proprietária de uma autoescola no Centro de Juiz de Fora, Glacilene Mariosa Barata, espera uma solução para o problema: “Estamos aguardando a liberação do simulador para compra ou aluguel, pois todos candidatos que começaram o processo depois do dia 1° de janeiro, só poderão receber a CNH se tiverem passado pela aula virtual”. Ela comenta, ainda, sobre o aumento de custos para os alunos. Assista no vídeo abaixo:

De acordo com o chefe da Divisão de Habilitação do Detran Minas Gerais, delegado Anderson França Menezes, as autoescolas que ainda não possuem o aparelho não sofrerão nenhuma sanção por parte dos órgãos reguladores, porém, no seu ponto de vista, o número de matrículas nessas autoescolas tende a diminuir, uma vez que os alunos procurarão ter aulas em estabelecimentos que já possuam a máquina.

Para amenizar o problema, foi feito um acordo entre Detrans e o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) para que os candidatos possam fazer as aulas práticas antes do simulador, o que contradiz a lei que obriga seu uso.  Menezes explicou que o Detran é um órgão executivo e precisa acatar as normas federais. “As dificuldades em se adquirir esse aparelho são muitas, especialmente em cidades pequenas. São poucos os fornecedores e temos mais de 800 municípios só no Estado de Minas Gerais. É inviável começar isso agora”.

A nova lei

A Resolução 444 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamentada na lei de trânsito no final de 2012, declara obrigatório o uso de simuladores nos Centro de Formação de Condutores. A lei deveria ter sido implantada em junho do ano passado, contudo, foi repassada para o dia 1º de janeiro de 2014.

Ainda assim, as autoescolas acreditam que não será possível atender a data definida, uma vez que existem quatro fornecedores das máquinas no País e eles não dariam conta de abastecer os 12 mil CFCs existentes no Brasil.

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